Case Ecommerce de Climatização - ROAS 18,3X
Data: 16 de setembro de 2026

Existe um tipo de projeto que não começa com campanha. Começa com conserto.
Quando assumimos a conta deste cliente, em setembro de 2025, o e-commerce já existia. Rodava mídia, tinha tráfego, registrava vendas. O que não tinha era leitura confiável do que estava acontecendo e, sem isso, qualquer decisão de investimento é aposta com nome técnico.
Um ano depois, o faturamento do e-commerce cresceu 150%.
Não é um número de campanha. É o canal inteiro operando em outro patamar: R$ 8,2 milhões em vendas no período, com R$ 452 mil investidos em Google Ads e Meta Ads. Retorno de 18,3x sobre a mídia, com o investimento representando 5,5% do faturamento.
O ponto de partida: um canal que competia com os próprios parceiros
O cliente é um grupo de grande porte no setor de climatização e lazer, com três marcas no portfólio e um catálogo amplo ar-condicionado, aquecedores, linha piscina, purificadores, energia solar.
A operação foi construída, historicamente, sobre revenda e representantes comerciais. Isso cria uma situação pouco intuitiva para quem olha de fora: boa parte dos produtos vendidos no e-commerce próprio também é vendida, em marketplace, por parceiros comerciais da própria empresa.
Ou seja: o canal direto não disputava apenas com concorrentes. Disputava com a própria rede de distribuição. Em vários SKUs, não havia vantagem competitiva a ser explorada e nenhum aumento de verba resolveria isso.
Fase 1: antes de investir, arrumar a casa
A conta precisava de recuperação. Tagueamento inconsistente, eventos duplicados, mensuração que não fechava com a plataforma de e-commerce.
Pode parecer um detalhe operacional. Não é. Quando a mensuração não é confiável, três coisas acontecem ao mesmo tempo: os algoritmos de otimização do Google e da Meta aprendem com sinal errado, o time interno perde referência do que funciona, e qualquer relatório vira exercício de interpretação.
Trabalhamos junto ao time de tecnologia em tagueamento, correção de eventos e ajustes no front do e-commerce. Levou semanas e não gerou nenhuma venda diretamente. Foi a decisão que sustentou todo o resto.
Fase 2: escolher o produto certo, não o maior orçamento
Com a base corrigida, a pergunta deixou de ser "quanto investir" e passou a ser "em quê".
O critério não foi volume de catálogo. Foi vantagem competitiva real no canal direto. Procurávamos um produto que reunisse três condições simultâneas: demanda comprovada de mercado, margem que suportasse investimento em mídia, e disponibilidade de verba de divulgação.
O ar-condicionado atendia às três. Era, além disso, uma linha que a marca estava retomando no e-commerce, o que significava começar sem histórico, mas também sem vício de operação.
Estruturamos o catálogo, montamos campanhas de Performance Max segmentadas por região e ativamos funil completo nos dois canais: topo de funil para construir demanda e remarketing para capturar quem já havia demonstrado interesse. O planejamento foi ancorado no timing certo; a chegada do verão, quando a busca por climatização sobe sozinha.
O principal SKU, o modelo de 9.000 BTUs, esgotou estoque em poucos meses.
Fase 3: validar o canal, não só a campanha
Vender bem uma vez prova pouco. Prova que a campanha funcionou.
O que interessava saber era outra coisa: se o e-commerce, como canal, tinha escala. Por isso o aprendizado foi replicado na linha de inverno, com os desumidificadores e purificadires. Sazonalidade oposta, público diferente, mesma estrutura de operação.
Funcionou de novo. E é aqui que o crescimento de 150% deixa de ser um dado de relatório e vira outra coisa: o canal passou a sustentar volume fora de uma única sazonalidade, com receita distribuída ao longo do ano em vez de concentrada em um pico.
Isso mudou o status do e-commerce dentro da empresa. Deixou de ser vitrine institucional e passou a ser operação de venda, com metas próprias e orçamento próprio.
Os números do período
Setembro de 2025 a setembro de 2026:
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Crescimento de faturamento | +150% |
| Vendas no e-commerce | R$ 8.272.000 |
| Investimento em mídia | R$ 452.046 |
| Retorno sobre mídia | 18,30x |
| Mídia sobre faturamento | 5,46% |
O que sustenta esse tipo de resultado
Não foi criatividade de campanha. Foi proximidade.
O projeto opera no modelo de gestor dedicado, com presença presencial semanal na empresa. Isso parece um detalhe de contrato, mas é o que permite entender a operação por dentro: como funciona o relacionamento com a rede de representantes, quais produtos têm conflito de canal, quando o estoque vai apertar, o que a diretoria está tentando provar internamente.
Decisão de mídia tomada com esse contexto é diferente de decisão tomada olhando painel. É a diferença entre otimizar campanha e resolver problema de negócio.
O que fica
Três aprendizados que carregamos para outros projetos:
Mensuração não é entrega, é pré-requisito. Investir em mídia sobre dado inconsistente é acelerar na direção errada.
Nem todo catálogo merece verba. Em operações com conflito de canal, a escolha de quais SKUs disputar é mais determinante do que o tamanho do orçamento.
Validação exige repetição em condição diferente. Um sucesso é evento. Dois, em sazonalidades opostas, é canal, e é o que separa um pico de venda de um crescimento de 150% sustentado ao longo de doze meses.
Sobre a 7HC
Somos uma agência de performance com atuação consultiva e opção modelo de gestor dedicado. Trabalhamos com operações de e-commerce que precisam de mais do que gestão de campanha, precisam de alguém dentro do problema.
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